quinta-feira, 6 de dezembro de 2007






Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!


Charles Chaplin




___________________________________________________________________________________

Quando acordo olho para o teto, me espreguiço por 5 minutos, bocejo e faço caretas
Quando lavo meu rosto pela manhã jogo várias vezes a agua para senti-la com todo o frescor afrodisiaco que aquela goticulas podem passar.
Coloco a agua para ferver, deixo o café no ponto para coar, fumo meu cigarro conversando com minha cachorra e a gata branca chora as pitangas a respeito da empreitada falha da noite passada na peixaria da esquina.
Faço minha caneca de café com leite, dou café da manhã aos bichos, troco a agua com açucar do beija flor e me sento na cadeira da varanda.
O vento passa beija minha face num bom dia
o unico beijo que ganho todos os dias
escolhi viver na solidão amistosa de morar dentro de um belo matinho
larguei o prédio alto do meu bom emprego
agora faço arte e ganho com ela
oque naõ dá para comprar em um mes deixo para o outro
quando sobra dinheiro faço um jantar para mim e meus bichos
Quando sobre mais um ´pouquinho compro um novo vinil e um bom vinho
O pouco me basta e a vontade de ter mais um pouco me sustenta
Gosto do conforto dos meus dias, minhas tintas, meus discos e meus pensamentos
Isso é a vida na plenitude, cada ato do hoje feito pelo hoje e não pelo amanhã ou como reflexo do ontem.
A vida que pediu a Deus
ou não
talvez apenas a vida que Deus lhe mandou.


Bárbara Araujo Ferlin

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Degustando Pablo Neruda



É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro


Pablo Neruda
_____________________________________________________________________________


Amor em estado de essencia, amor em estado de falta de discernimento de uma realidade, até pq para esse amor a realidade não é necessária.. há apenas a aceitação.. assim como aceita que a luz é luz não interessa da onde vem apenas interessa que ela ilumina... a noite é noite, e o amor transcendente e apenas rebate por todos os arredores dentre os dois.. a fonte da inspiração, a não rotina, o movimento da agua visto nos olhos e cabelos da mulher simbolo da maestria, a curiosidade pelo oposto não deixando jamais cair a paixão por terra, fazendo o tesão ser o pilar da paixão que é o concreto do amor infantil entre um homem e uma mulher. A certeza do amor eterno naquele dia, talvez no dia seguinte também, porém naquele dia de amor eles se alimentam e lhes servem como travesseiro e cobertor. A realidade não transpassa a cupula formada por sentidos extremados da admiração, dedicação e amor gerado na direção do ser objeto amado. Incontestavel beleza, insuperável franqueza é de causar suspiros aos que amam, amaram ou ainda aos que como eu amem incondicionalmente todos os dias até que não exista mais oque amar.

Bárbara A. Ferlin

Alma do Cancioneiro




Cancioneiro

Isto

Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!


Fernando Pessoa

_____________________________________________________________________________


Melhor vomito não há
Com poucas, curta e rudes palavras foi passado o papel de todo o escritor
palhaço, amante, pai, padre, boi regurgitante
Como num automatico as palavras apenas saem, sem muitos pensamentos, elas se fundem com o sangue e vão sendo jogadas uma a uma e como uma cola a sensibilidade vai fazendo a poesia, colando delicadamente cada uma com teu "par", é formado a canção, na inércia dos pensamentos, com o sangue correndo e as narinas no entra e sai do ar, as emoções talvez por ja serem naturalmente extremadas mantem-se constantes. Emocionar-se fica para o outro lado do papel, mudar a respiração ou taquicardia que trate o médico de quem lê. O centro do escritor é a falta de centro, é a anarquia sólida e metódica de teus pensamentos e sensações, essas o normal é o descentro de muitos. E assim se segue, uns escrevem outros leêm, e muitos ainda graças a Deus transleêm


Bárbara A. Ferlin