
Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!
Charles Chaplin
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Quando acordo olho para o teto, me espreguiço por 5 minutos, bocejo e faço caretas
Quando lavo meu rosto pela manhã jogo várias vezes a agua para senti-la com todo o frescor afrodisiaco que aquela goticulas podem passar.
Coloco a agua para ferver, deixo o café no ponto para coar, fumo meu cigarro conversando com minha cachorra e a gata branca chora as pitangas a respeito da empreitada falha da noite passada na peixaria da esquina.
Faço minha caneca de café com leite, dou café da manhã aos bichos, troco a agua com açucar do beija flor e me sento na cadeira da varanda.
O vento passa beija minha face num bom dia
o unico beijo que ganho todos os dias
escolhi viver na solidão amistosa de morar dentro de um belo matinho
larguei o prédio alto do meu bom emprego
agora faço arte e ganho com ela
oque naõ dá para comprar em um mes deixo para o outro
quando sobra dinheiro faço um jantar para mim e meus bichos
Quando sobre mais um ´pouquinho compro um novo vinil e um bom vinho
O pouco me basta e a vontade de ter mais um pouco me sustenta
Gosto do conforto dos meus dias, minhas tintas, meus discos e meus pensamentos
Isso é a vida na plenitude, cada ato do hoje feito pelo hoje e não pelo amanhã ou como reflexo do ontem.
A vida que pediu a Deus
ou não
talvez apenas a vida que Deus lhe mandou.
Bárbara Araujo Ferlin